
Site oficial de Caio Cobaia - Punk Hardcore
O Movimento é tu mesmo que faz!
Olá eu sou Caio Cobaia, músico multi-instrumentista que atua na cena de rock underground de Petrolina-PE e Juazeiro-BA, em 2017 comecei um trabalho solo, no estilo Punk Hardcore.
Caio Cobaia - Linha do Tempo
2017/2018
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Logo após o fim da Overdrive Punk HC Caio Cobaia resolve iniciar um trabalho solo, reafirmando seu compromisso com o punk, buscando mais liberdade criativa, novas oportunidades dentro do cenário underground, afim de destacar seu potencial como multi-instrumentista, produtor musical e artista visual
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Durante o segundo semestre de 2017 ainda trabalhando de forma despretensiosa foram feitos esboços do que seriam a sua primeira instrumental como “Ex Machina”, também compôs as músicas cantadas como “Pay Day” e “Violência”
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O ano de 2018 é onde de fato seu trabalho ganha mais efetividade, foi nesse período que foram feitos todos os planejamentos e a fundação das bases conceituais do seu processo criativo, inspirado em Rogério Skylab, Caio Cobaia também cria o seu conceito de série (discografia em volumes) com letras mais elaboradas sem deixar a contestação de lado, musicalmente trabalhando experimentações com subgêneros da música punk (punk rock, punk hardcore, crustpunk, crossover, d-beat, fastcore e grunge).
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Nesse período de tempo foi feito um trabalho de garimpo de sobras de músicas que seriam feitas para a Overdrive e Commando Crusher, visando em futuramente gravar um álbum
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Ainda nesse ano são realizadas suas primeiras experiências com gravações: fazendo cursos de mixagem e produção musical e edição de áudio.
2019
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Caio Cobaia grava suas primeiras demos com músicas que seriam o esboço do seu primeiro álbum
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Nasce o Cobaia’s Home Studio
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Em 31 de julho é lançado seu primeiro álbum da série, Volume 1: Caio Cobaia, apresentando o que seriam os alicerces de seu trabalho, representado pela cor roxa, todo processo foi feito por ele mesmo desde a gravação de todos os instrumentos, edição, mixagem, masterização de áudio e arte da capa, um método que foi se padronizando e se aperfeiçoando durante a produção dos álbuns seguintes, nesse álbum foi usado uma bateria eletrônica, suas músicas mais conhecidas são: Anos 2020, Nos Buracos Da Cidade, Adulterado, Pay Day e Violência.
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Seus primeiros shows foram entre os meses de Setembro a Novembro tocando em lugares como Parque Municipal e em Bares de Rock, geralmente em jam session, inicialmente a banda não tinha formação fixa então várias pessoas assumiram a vaga de baixista e baterista.
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Visando aumentar seu repertório de músicas autorais, em novembro é iniciado o processo de gravação do próximo álbum
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Em dezembro surge a primeira formação com membros fixos na banda, contava com a presença de Dhiego no Baixo e Philipe na bateria.
2020
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Em 8 de Fevereiro é lançado o álbum Volume 2: Do It Yourself, apresentando uma sonoridade mais hardcore do que o anterior, representado pela cor amarela, foi gravado no Cobaia’s Home Studio. Para que o som soasse mais orgânico, foi usada uma bateria acústica padrão que se manteve para os discos posteriores, a capa do álbum é uma colagem de vários desenhos feitos por Cobaia, suas músicas mais conhecidas são: Do It Yourself, Cleptocracia, Idiossincrasias, Propaganda e Punk!
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Durante o primeiro trimestre do ano, Cobaia faz uma série de shows para divulgação do álbum, participando da 8ª Edição dos ensaios ao vivo na praça do bambuzinho, também se apresentou em outras cidades como Salgueiro-PE e Crato-CE, após os eventos Philipe é substituído por Anderson na bateria mas por conta da pandemia de covid-19 os shows foram cancelados, Dhiego deixa a banda e as atividades foram interrompidas.
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Durante essa primeira onda da pandemia, é criado seu próprio selo “Coba Recs” lançando suas músicas e também de outros artistas em plataformas de streaming como Spotify e Deezer, para se manter ativo divulgando seu trabalho começa a fazer lives nas redes sociais tocando suas músicas com backing tracks, essas transmissões ao vivo eram realizadas mensalmente, além disso Cobaia, também começou a investir em equipamentos para seu home estúdio e compôs músicas novas
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Os meses de Setembro a Dezembro são marcados pelo período de gravações do Vol 3, assim como o anterior a bateria e os vocais foram gravados no home estúdio de Cobaia, porém visando mais melhorias no processo Cobaia faz parceria com Winston Walterly e usa o seu estúdio para fazer as gravações do baixo além contar com a ajuda do próprio Winston na mixagem da bateria, todo processo foi concluído no início de 2021
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Em Novembro é realizado o primeiro ensaio com a nova formação da banda, contando com JP assumindo o baixo junto com Anderson na bateria.
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Cobaia fecha o ano participando da primeira edição do festival Motim Underground, realizado de forma online com várias bandas nacionais, foi transmitido pelo Youtube no qual foi bem recepcionado pelo público
2021
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Durante os primeiros ensaios do ano a banda teve uma segunda guitarra tocada por Hellen Cristina, que durou por pouco tempo.
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Em 5 de Fevereiro é lançado oficialmente o álbum Volume 3: Terceira Parte, representado pela cor azul escuro, traz diferenças devido as suas letras de contexto mais introspectivo apresentando uma sonoridade mais densa que oscila entre o punk hardcore e o grunge, suas músicas mais conhecidas são: A Parte Que Me Falta, Ansiedade Máxima, Clichês, Internet das Coisas e 2004, é o primeiro álbum a apresentar releituras de músicas da Overdrive Punk HC com a faixa Desordem, foi o álbum que mais teve alterações de capa, a primeira foi uma foto tirada dentro de um ônibus onde Cobaia aparecia na foto, a segunda capa feita em 2022, apresentava algumas diferenças na fonte das letras porém Cobaia não aparece na capa, a capa definitiva foi feita em 2024 seguindo o mesmo conceito das capas anteriores sendo uma ilustração digital em estilo HQ o que deu uma estética mais “underground” como as pichações dentro do ônibus, e para refletir a realidade da época foi adicionada uma máscara descartável, a capa se tornou um destaque e trouxe mais visibilidade ao álbum.
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Grande parte do ano é marcado por trabalhos áudio visuais, engajamento nas redes sociais através de merchandising e ensaios com a banda transmitidos ao vivo
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As lives de bandas e os festivais online eram a única forma de compensar a falta de shows durante a pandemia, pensando nisso foram criados os “self collabs” para economizar tempo e dinheiro, Cobaia fazia colagem de vídeos com ele mesmo tocando todos instrumentos como se fossem versões ao vivo de suas músicas, esses materiais foram cruciais para que Cobaia participasse dos vários festivais nesse formato como Caio Indica e entre outros tantos, isso ajudou muito a melhorar a divulgação de seu trabalho, atraindo mais seguidores paras redes sociais e formando novas parcerias no meio underground
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Foi um ano difícil, em pleno auge da pandemia em muitos momentos de dificuldade, perdas, problemas pessoais e muita inspiração acumulada, Cobaia inicia o processo de composição de novas músicas para seu próximo álbum
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Em Agosto começa as gravações do Vol 4, o processo foi um pouco mais lento e mais detalhado que os anteriores, a bateria foi gravada dentro do quarto da casa de Lucas Valença (Guitarrista da banda Ácida), o resto das gravações foram feitos no home estúdio de Cobaia e no decorrer dos meses eram gravados os baixos, guitarras e por último os vocais, todo o processo de mixagem e masterização foi feito por Cobaia que finalizou tudo em Dezembro
2022
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Em 4 de fevereiro era lançado oficialmente o álbum Volume 4: Sistematizado, representado pela cor preta, apresentando uma sonoridade mais pesada e tons agressivos, riffs rasgados e baixos dinâmicos tudo isso agregado as letras politizadas explorando temas como corporativismo capitalista, tecnologia e saúde mental, sua capa feita por ele mesmo apresenta uma estética visual inspirada pelo cyberpunk, o Vol 4 se tornou um dos álbuns mais destacados da sua carreira, suas músicas mais conhecidas são: Sistematizado, App’s, Abismo, Virtual Intimidade, Humanos 4.0 e “Todo Dia é o Mesmo Dia”
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Graças ao avanço das vacinas as coisas vão voltando e depois de dois anos sem eventos presenciais, no dia 30 de abril é realizado seu primeiro show no parque municipal.
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Em 9 de julho Cobaia volta a se apresentar na praça do bambuzinho no que seria um reboot dos ensaios ao vivo realizados em 2019 e 2020, sendo rebatizado para Ensaios Abertos, em sua primeira edição pós pandemia o evento marcou com a presença de um grande público.
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Cobaia teve um programa de rádio chamado “Underground Punk” resultado de uma parceria com Juninho da Rádio Underground 013 de Santos-São Paulo, o programa tocava playlist de bandas punks de várias regiões do brasil focando mais no nordeste, o programa era exibido semanalmente as quartas feiras.
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Cobaia participou da coletânea “Levante Contra O Medo” feita pelo zine contramão musical no qual foi lançada em formato físico e digital, a música escolhida foi “Cleptocracia” do Vol 2.
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Cobaia participou da sexta edição da coletânea “Família Motim Underground” que foi lançada no Bandcamp, a música escolhida foi “Apps” do Vol 4.
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Sempre muito ativo politicamente com suas músicas e atitudes antifascistas, em 9 de setembro participou da primeira edição do festival O Vale Grita, também realizado na praça do bambuzinho, o show foi marcado pelos cartazes de protesto e pelo seu discurso inicial sobre a causa punk e contra a extrema-direita que estava no poder na época, após o evento Anderson deixa a banda.
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No contexto daquele ano Inspirado pelas pautas políticas é iniciado o processo de composição de mais um álbum.
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Em novembro começa as gravações do Vol 5, a bateria e os vocais foram gravados no estúdio de Winston, o restante foi gravado no home estúdio de Cobaia, o processo de gravação foi um pouco mais simples que os anteriores, quase todas as músicas foram executadas em um único take, também é o primeiro álbum que Cobaia usou plug-ins no lugar de amplificadores de guitarra e baixo, todo processo foi finalizado por Cobaia em Fevereiro do ano seguinte.
2023
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No dia 10 de março foi lançado oficialmente o álbum Volume 5: Humorstique, representado pela cor branca tem uma sonoridade mais voltada ao punk rock clássico ou punk 77 com algumas pinceladas de hardcore, altamente irônico e sagaz destaca-se pelos temas políticos e sociais dando ênfase ao humor como ferramenta de combate, sua capa foi inspirada no álbum Road to Ruin do Ramones (Lançado em 1978), suas músicas mais conhecidas são: Tempos da História, Antifa, Best Rockers, Patriotários e Adulterado II, é o primeiro álbum a ter participações com outros artistas, a faixa Bêbados é uma releitura sonora de sua antiga banda a Lixo Tóxico, por conta de suas letras ácidas e um som com muita energia o volume 5 é um álbum bastante indispensável na sua discografia
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Ainda no mês de março a música “Tempos da História” do Vol 5 ganha o selo de qualidade de hits perdidos do programa “Desgovernadoz nº 2344” da Mutante Rádio.
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Em 22 de abril participa da 4ª edição do festival hell goat, onde foi tocado o álbum volume 4 na íntegra, apesar do disco ter sido lançado no ano anterior e devido a proposta do evento que visava som mais pesado, contribuiu muito para que o álbum fosse escutado, se tornando um dos mais destacados da sua série, sendo assim para essa ocasião Cobaia convidou Lucas Valença para a guitarra, JP assumiu a bateria e Cobaia fez o baixo e os vocais.
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No mês de maio JP permaneceu na bateria e ED Brayan assumiu o baixo.
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Em 22 de Julho cobaia faz um show fora de Petrolina depois de três anos sem excursionar, participou da segunda edição do festival arroto noise fest na cidade de Araripina-PE.
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No dia 6 de setembro Cobaia participa da primeira edição do festival Petrolina Rock, um evento de grande porte, aos poucos seus trabalhos foram sendo visualizados por outras cenas underground do nordeste e em outras partes do país, embora seja boa a performance dos shows, e a qualidade dos discos, ainda existem dificuldades seja para divulgação e para tocar em outros lugares.
2024
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Começam os trabalhos de gravação do Volume 6, onde dessa vez todos os instrumentos e os vocais foram gravados no estúdio de Ryan, quanto a mixagem e masterização ocorreram no Cobaia’s home studio.
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Em janeiro cobaia participou do quarto volume da coletânea “Punkadaria Antifascista” de repercussão nacional feita pelo pessoal da banda Punkzilla de Porto Alegre no Rio Grande do Sul, lançada no Spotify, a música escolhida foi “Antifa” do Vol 5
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É lançado o registro ao vivo do festival Petrolina Rock, apresentando as principais músicas dos discos anteriores, sendo assim o álbum foi lançado nas plataformas de streaming e em formato físico.
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Em fevereiro JP sai da banda, Alexandre assume a bateria, sendo essa uma das formações mais promissoras da banda.
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No dia 29 de março foi lançado oficialmente o Volume 6: Sociedade do Cansaço, um EP composto por quatro músicas feitas em estúdio, apresentando uma sonoridade mais voltada ao hardcore e crossover, resultando em canções mais rápidas com letras abordando temas contemporâneos caracterizado pela cor vermelha traz um forte discurso anticapitalista, é o segundo álbum a apresentar releituras de músicas da Overdrive Punk HC com a faixa “Aquecimento Global”, as músicas de mais destaque são ‘Sociedade do Cansaço” e “Delírios e Atrocidades” , por conta do seu som pesado e rápido e pelo conteúdo das letras, se tornou mais um de seus álbuns mais visados.
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No dia 1° de junho Cobaia participa da quinta edição do tradicional festival In Tenda, tocando as músicas do volume 6 ao vivo pela primeira vez, foi o seu único show realizado nesse ano.
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No dia 31 de julho o Álbum Vol 1: Caio Cobaia completou 5 anos, e para fins de comemoração o álbum foi relançado apresentando uma nova mixagem e masterização, a música “Violência” (uma de suas primeiras músicas criadas) é lançada como faixa bônus nesse álbum
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Foi mais um ano difícil com muitas dificuldades, falta de recurso financeiro o que mais afetou foi a falta de espaço na cena local, escassez constante de shows, o que causou mais problemas pessoais.
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Caio Cobaia participou do sexto volume da coletânea do zine contramão musical junto com 36 bandas de todo país, o material foi disponibilizado em formato físico CD e nas mídias digitais como Bandcamp e Spotify, a música escolhida foi “Aquecimento Global” do vol 6.
2025
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Em Março Caio Cobaia foi indicado nas categorias de melhor álbum punk hardcore de 2024 com o Volume 6 e na categoria de melhor artista pelo Prêmio Balburdia Records do Paraná onde chegou as finais ocupando o 4° lugar.
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Completa 8 anos de trabalho solo.
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Seguindo o ano focando apenas em shows, ocorreu a “Festa Punk” primeira gig punk que contou com as bandas Fratüra e o A.S.D.
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Participou da 9ª edição dos “Ensaios Ao Vivo”, um evento clássico que estava retornando após 5 anos de inatividade, dessa vez foi realizado na orla
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Confirmou sua presença na 3ª edição do Baile das Aberrações.
Discografia Comentada
Volume 1 - Caio Cobaia
Julho de 2019
As minhas primeiras experiências com gravações foram em meados de 2008 a 2010 com um aparelho de mp3, numa espécie de “gravação por cima da gravação” fazia alguns covers e algumas autorais que seriam pra Overdrive e outras para Comando Crusher mas as músicas nunca saíram do papel e ficaram arquivadas por muitos anos, tempos depois no ano de 2018 lá estava eu sem nada pra fazer e acabei acessando arquivos antigos em meus dvd’s de dados, fui procurando rascunhos de letras para serem resgatados desse baú velho, e no meio dessas velharias acabei achando essas gravações antigas que eu nem lembrava e as ouvi, foi uma catarse!, um momento de revelação, uma epifania! me dei conta de que tudo isso já era um trabalho solo, isso me empolgou bastante, comecei a ter vários insights de ideias, algumas dessas músicas eu tinha escrito há mais de 10 anos mas poderiam ganhar uma nova vida em um novo projeto, então esse foi o ponto de partida do meu trabalho solo, e quando a gente fica inspirado não tem hora e nem momento, comecei a compor bastante coisa nova para juntar com os sons antigos resolvi pegar as músicas novas e repetir o mesmo método de antigamente fazendo as gravações pelo gravador do meu celular afim de transforma-las numa demo, usei um Cajon emprestado pra simular uma bateria e o som dos pratos eu usava um aplicativo de celular, de tanto ouvir essa demo, foi ficando claro o que ali já tinha vários elementos do que seria a identidade do meu trabalho por que a maneira que eu tocava cada instrumento se complementava, gostei dos arranjos e vi que essas músicas teriam futuro se forem gravadas com qualidade, os sons novos e antigos totalizavam em 12 faixas que seriam mais que suficiente para fechar um possível álbum, no ano seguinte focado em botar isso em prática foram tentativas todas sem sucesso de escolher um estúdio, os preços eram muito caros e os técnicos de som não iriam fazer do jeito que eu realmente queria as músicas que soassem, então resolvi que iria produzir e gravar meu próprio disco, então nesse hiperfoco passava muito tempo fuçando na internet coisas sobre gravação e edição de áudio, aos poucos fui aprendendo uma coisinha aqui e ali então resolvi me arriscar!
Quanto ao processo de gravação eu resolvi fazer tudo em casa esse foi o O Início do Cobaia’s Home Studio, meu hiperfoco estava em gravações então foi algo muito louco e ousado, naquela época eu não sabia gravar uma bateria de verdade então optei por usar uma bateria eletrônica, usei o classic drum, porque esse app de celular além de ter um som bacana também podia fazer gravações nele para depois exportar os arquivos, então comecei por partes fazendo caixa e bumbo junto, algumas músicas que tinham viradas eu fui colocando o tom e surdo também, fui tocando e gravando pelo celular depois exportei os arquivos pro computador e usei o Audacity como minha primeira DAW (Digital Work Station) quanto o resto das peças o chimbal e os pratos eram de verdade e usei um microfone pra captar o som, gravando overdubs foram 4 canais ao todo e depois de tudo montado peça por peça fui programando manualmente até formar o ritimo das músicas, depois de deixar todas as baterias montadas fiz algumas modificações no som com equalizador do audacity, nossa foi a coisa mais maluca que tinha feio, o ritmo de punk hardcore não tem tanta firula é simples e direto, a dinâmica não é muito variada então não era tão complicado montar as batidas, eu já sabia tudo de cabeça e tudo pensado para ser algo que soasse igual ou melhor se fosse tocado ao vivo, então o resultado ficou legal, eu mesmo mentia por muito tempo dizendo que era uma bateria de verdade e até hoje tem gente que acredita, a próxima etapa foi a gravação do baixo foi gravado de forma bem simples e empolgante, graças ao amplificador (Warm Music BA-110) que peguei emprestado o timbre do baixo ficou cru e natural, eu sempre gostei de tocar contrabaixo então nesse disco tem uma melhor linha de baixo do que o volume 2, basta ouvir as músicas para entender, dois dias depois retomava para mais uma parte da gravação, (a guitarra foi a melhor parte), eu aluguei um amplificador Marshall JCM900 Versão Combo (porra eu sempre fui fã de amplificadores da Marshall) meu timbre de guitarra tem muitas referências nesse amplificador, ele era 100% valvulado e gravei no banheiro de casa para pegar melhor o reverb, era o melhor timbre que já tinha tirado até então, tive que usar protetor de ouvido pois estava gritando na minha cara, agora eu sei porque os guitarristas amam valvulados, o ultimo dia foram os vocais, estava lá berrando no meu quarto e ouvindo os vizinhos me chamarem de louco, (eu nunca fui vocalista, então era tudo novo pra mim) nunca tinha gravado meus vocais isoladamente, e ao ouvir meus vocais desse álbum soa um pouco tímido e as vezes irônico, empurrei grave pra caramba pra diminuir o som anasalado da minha voz, os vocais corresponderam bem a proposta do disco o que acabou padronizando um timbre que eu não sabia, graças ao bom microfone que tinha comprado (Shure SM58), os dias seguiam e o disco foi sendo lapidado todo dentro do meu quarto, usei uma interface de áudio (Behringer UMC-22) e junto com o Audacity usei para gravar os áudios das guitarras, baixo e vocais, o resultado final foi razoável ficou uma gravação bem mais limpa do que eu já tinha feito até então, a capa desse álbum é um autorretrato, que desenhei com pincel de quadro branco, sendo assim lancei no meu canal do Youtube e um ano depois saiu nas plataformas de streaming, foi bem na cara e na coragem mesmo
Apesar da versão original ter um som audível, era cheia de erros, mesmo as pessoas gostando do álbum isso me deixou bastante incomodado, algum tempo depois lá em 2022 eu resolvi dar um trato de vez, uma repaginada, uma reforma, foi um mês inteiro de trabalho de correções e edições feitas cirurgicamente, transferi todos os arquivos de áudio para o Reaper, muitas coisas da bateria ainda estavam fora do tempo, na época eu não tive tanta paciência pra editar então a primeira coisa que eu fiz foi colocar todas elas novamente no tempo, e “humanizar” um pouco mais as dinâmicas de ritmo, Foi um trabalho que levou dias! Mas valeu muito apena porque ficou bem mais realista o som da bateria Frankstein A segunda coisa que eu fiz foi corrigir a afinação dos instrumentos por sorte a guitarra estava boa e não mexi em nada, não queria perder aquele timbre Marshall porém o problema mais crítico era no baixo que estava embolado e desafinado, então tive que regravar o baixo com a afinação em diapasão com a guitarra, optei por usar um outro baixo um Jazz Bass da Tagima, e regravei tudo com a mais alta fidelidade, como não tinha mais amplificador infelizmente tive que usar plug-ins e deu muito certo!, agora sim o baixo ficou perfeito!, quanto as vozes por sorte não estavam clipados então só corrigi uns trechos que estavam fora do tempo, E nossa depois de muito trabalho e paciência o álbum ficou ótimo!, tudo ficou mais limpo e bem tocado, fiquei muito satisfeito com o resultado final, dei uma repaginada na capa, melhorando a qualidade da imagem adicionando mais elementos no encarte e na parte traseira O resultado final ficou muito bom!
O disco volume 1 foi lançado originalmente em 31 de julho de 2019, mas foi na versão editada de 2022 que ele realmente ganhou seu destaque, as pessoas foram gostando cada vez mais, enfim ele abre a série, é nesse álbum que estão firmados todos alicerces do meu trabalho, apresentando uma sonoridade que oscila entre o punk rock clássico e claro a tosqueira do punk hardcore brasileiro dos anos 80, apesar de ter coisas inéditas era uma reciclagem de letras e músicas apresentando os mais variados temas, afinal eram várias coisas que estavam sendo afloradas naquele momento e fui arriscando mesmo! Seja tocando um tecladinho louco, música instrumental, cantando em idiomas diferentes, doses de ironia e foi assim que se concluiu essa história e desde a data de seu lançamento original o álbum gerou singles como “Anos 2020”, “Adulterado” e a clássica “Nos Buracos da Cidade” que ao vivo não podem faltar nos shows! O volume 1 é isso! O pontapé inicial, é um dos meus favoritos, é a primeira parte!


Volume 2 - Do It Yourself
Janeiro de 2020
O processo de composição desse disco seguiu no embalo do lançamento do volume 1, nessa altura eu já estava fazendo meus primeiros shows solo, fazendo web clipe, lives nas redes sociais, e me apresentando em lugares pequenos (usando backing tracks), senti que necessitava de um repertório maior para que minhas apresentações durassem mais tempo sem querer fazer covers, então resolvi compor mais músicas, nos meses de agosto e setembro de 2019 eu escrevi e compus todas as 12 faixas desse álbum, agora já padronizado o método de composição (gravação de celular de com guitarra e voz + overdubs de bateria virtual e baixo) analisando e aprovando os resultados obtidos saia a versão demo do volume 2, o processo foi bem mais fácil, as músicas seguiam naturalmente por uma estética mais rápida e direta, passei o mês de outubro ouvindo a versão demo e ensaiando quase todos os dias, não quis gastar com estúdio eu resolvi gravar o disco todo em casa, para que isso fosse possível usei a grana do FGTS e mais umas economias guardadas para investir em equipamentos, comprei um outro microfone um Arcano A57
Dessa vez não queria usar mais bateria eletrônica, eu queria tocar de verdade então a bateria escolhida foi a minha velha BNBzona, ela tinha algo especial que as outras BNB’s não tinham, os tambores dela tinha som pra caramba, comprei um prato crash ride 20” para completar meu setup de pratos e uma interface de áudio (a mesma que gravei o vol. 1) mas o cara se arrependeu, me devolveu a grana e pegou a interface de volta, fiquei muito chateado com isso, afinal era uma interface boa, então usei a grana e comprei cordas novas para a guitarra e comprei um cabo novo, nesse intervalo de tempo, recorri ao meu primo Eduardo uns equipamentos emprestados para poder gravar melhor, ele tinha um chimbal da Sabian e uma caixa de batera da premier que era show de bola, finalmente com todo aparato disponível pra gravar a bateria, na manhã do dia 4 de novembro, aproveitei que estava só em casa e resolvi me aventurar no primeiro dia de gravação do volume 2, usei o quarto que era da minha irmã (que virou um deposito de marcenaria do meu pai) para gravar a bateria, eu sempre achei a acústica do quarto muito boa pelo fato de ser todo cheio de madeiras que meu pai usa para construir, usei uns pedaços de espumas de colchão velho, colando em alguns cantos das paredes para tratamento sonoro do quarto, houve um imprevisto na hora da gravação que se deu com a interface de Eduardo que acabou não dando certo, o som dela não saiu tão bom como eu queria, então resolvi usar a placa on-board meu notebook e como ela só tinha um único canal de entrada, não deu para usar os dois microfones, liguei um microfone na placa do notebook, regulei o volume do ganho e fui testando o som microfonando o amplificador de guitarra, feito os testes notei que o som da placa do meu notebook saia bem melhor que o da interface, então decidi em gravar a bateria toda com um microfone só, fiz um pedestal improvisado e peguei o microfone 57 genérico e mandei brasa! O ponto positivo que me agradou bastante era que a bateria foi tocada com muita vontade (dá para sentir a energia das músicas) cada nota ficou bem executada, batia forte pra caramba, apesar de não ter tido paciência com o posicionamento do microfone o volume 2 foi o primeiro disco que eu usei uma bateria de acústica soando mais natural e agressivo que o anterior.
Os 4 dias que seguiram foram para gravar as cordas (baixo e guitarra) e os vocais dessa vez eu quis fazer com tudo que eu tinha ao meu alcance, sem usar simulador, então usei um cubo de guitarra que eu sempre estava acostumado em usar (Meteoro Nitrous 100 com dois falantes de 10”) microfonado com meu pedalzinho clássico (Landscape Brutal Distortion BRD-2) pra tentar manter o mesmo timbre característico do disco anterior, a minha guitarra (Memphizona adulterada) estava bem reguladinha e gravei tudo num take só, o resto foi overdubs de solos pequenos, foi o disco mais fácil de gravar na guitarra, acho que a energia da guitarra desse disco pedia toda essa urgência, porem a experiência do disco anterior foi inesquecível, na gravação do baixo usei o velho guerreiro branco com o mesmo cubo do disco anterior (BA-110), um leve drive em algumas músicas pra poder dar mais destaque, o timbre até que estava bom, apesar de não afinar direito, as cordas dele (calibre 0.45) estavam muito duras, estava muito desconfortável a tocabilidade, minha mão quase foi pro saco, mas era o que eu tinha e não iria pegar mais nada emprestado de ninguém, os vocais desse disco estão mais espontâneos e mais gritados também, depois de uns berros você se encaixa no seu tom de voz, e o resto já era fica mais fácil de fazer, usei o mesmo microfone dinâmico que usei no anterior (Shure SM58) pois para o meu estilo de som, cantar com microfone condensador não combina muito, a bateria eu com um microfone só, coloquei na posição transversal e mandei brasa, ainda sem experiência em gravação fiz algumas equalizações meio que na doida e ficou por isso mesmo e acabei lançando em de Janeiro de 2020 no Youtube e no meio do ano foi lançada nos streamings sendo essa a versão original durante esse tempo gerou 3 singles que foram “Do It “Yourself”, “Cleptocracia” e “Punk” que foi a faixa mais tocada nos streamings graças a playlist “Hinos do Punk Brasileiro” dos caras do Punkzilla.
2 anos após o lançamento do Vol 2 em 2022, eu resolvi dar um jeito nesse disco, uma melhorada nele de forma mais aprofundada, com um pouquinho de experiência nas costas mergulhei de cabeça, na gravação original o ponto mais crítico era o baixo que não estava bom, pelo menos bateria e as guitarras foram bem tocadas não tive que editar e colocar no tempo, e ai fiz o mesmo processo do Vol 1, refiz todos os baixos sem alterar os arranjos originais, a bateria não tinha muito o que fazer eu apenas dupliquei os canais, usei um equalizador e compressor pra poder ouvir um pouco do bumbo, no restante da mixagem os vocais em algumas músicas estavam clipados, que foram resolvidos baixando mais o volume, que salvou tudo mesmo foi o baixo que ficou mais definido e deu até mais peso em algumas músicas, também uma repaginada na capa, melhorando a qualidade da imagem, consequentemente as pessoas conhecem o Vol 2 pela versão editada que é muito melhor de se ouvir, um álbum honesto feito na raça mesmo, é um disco de atitude que merecia ser repaginado, o resultado final deu uma diferença bem significativa, nada mais justo para um álbum que foi gravado sem interface de áudio e dentro de um quarto apertado, agradeço as pessoas que me falam que gostam desse disco, foi o primeiro álbum que toquei bateria, era o melhor que tinha na época!
Sendo assim em sonoridade o Volume 2 é um disco bem mais “Hardcore” que o anterior, no original tinha 12 faixas com a música “Polarização”, nessa versão editada eu resolvi retirar essa faixa porque o som ficou muito ruim e a letra ficou sem pé nem cabeça, o que era pra ser uma ironia ficou parecendo um discurso apolítico, as músicas do Vol 2 que são mais ouvidas são: “Do It Yourself”, “Cleptocracia”, “Idiossincrasias”, “Urbano de Zumbis”, “Falsidade Oculta” e “Punk! ” É um álbum que quando as músicas são tocadas ao vivo é empolgante e descarrega grande energia, Tem muitas influências de punk brasileiro e americano.

Volume 3 - Terceira Parte
Fevereiro de 2021
Em meio tantos episódios fatídicos como término de namoro, e o caos da pandemia de 2020, alterou bastante meu estado de espírito, me tornei mais contido e introspectivo, aproveitei a quarentena para compor um novo trabalho que é a terceira parte, em suma devido a tantas coisas tensas acontecendo, eu só tinha vontade de ouvir som mais pesado, o som do Nirvana, das Babes In Toyland e principalmente do L7 me fez reacender o grunge que estava escondido em mim para servir de inspiração para esse novo trabalho, a sonoridade insana delas, o peso das guitarras me dominaram completamente nesse período pois eu não conseguia compor outra coisa que soasse diferente disso, eu quis mudar totalmente o contexto das letras, pois estava de saco cheio de tudo, eu quis voltar para mim mesmo, e produzir um disco mais introspectivo e mais intimista, explorando elementos do grunge com o velho punk Hardcore que toco desde moleque, os meses iam avançado e o vírus também, e todo esse processo de isolamento social me deixou muito pilhado das idéias, a ansiedade me dominava o tempo inteiro, e a solução era compor e trabalhar loucamente para compensar o tédio, então o volume 3 nasceu dessas angustias e novas realidades batendo com força na cara, o processo de composição foi muito tranquilo, regado a muitas cachaças misturadas e muitas bolachas recheadas, foi tudo naturalmente, eu só escrevia o que vinha na mente, não quis me prender a nenhuma estética punk, política nem nada, só coisas aleatórias, algumas reflexões também para não fugir do foco da série, esse disco pedia bases pesadas, uma coisa mais densa, vocais distorcidos, um baixo muito forte, tudo isso com muita intensidade, depois das experiências do discos 1 e 2 eu já estava bastante calejado no quesito de gravação, aprendendo sempre a cada volume esse graças ao dinheiro dos shows que fiz antes da pandemia e do auxílio emergencial, eu investi bastante em equipamentos, comprei um baixo novo (Precision Bass Gianinni GIB 400 dos anos 2000), troquei as peles da bateria, comprei cabos novos, finalmente consertei minha guitarra a velha tonante que usava desde os tempos da Overdrive e por fim comprei uma interface de áudio da Roland (Duo Capture MK2), bem simples porem muito boa!, todos esses upgrades foram bastante cruciais para que esse disco ficasse com uma qualidade melhor que os anteriores, depois de meses ensaiando todos os arranjos das músicas, trabalhando os baixos e as baterias, finalmente chegou o dia de gravar tudo, o processo foi muito mais tranquilo e muito mais cuidadoso de gravar a bateria, dessa vez eu testei mais de 5 vezes uma posição boa para o microfone captar a bateria e por uma sutileza consegui tirar um som bacana na minha simples bateria usei meu Shure SM 58 e o software eu gravei no Reaper, a bateria foi daquele jeito, sem metrônomo, só na força do ódio, a maioria foi feita em um único take, tocando de forma espontânea e despretensiosa, eu só tinha vontade de espancar todo e jogar toda angustia pra fora, o resultado desse som de bateria ficou muito melhor do que eu esperava, afinação dos tambores e da caixa mais grave resultou num som forte e pesado foi assim o dia da bateria, outro ponto que foi diferente em relação aos anteriores foi a ajuda que Winston me deu na mixagem da bateria, esse cara é uma pessoa que eu admiro muito, é um cara muito respeitado na cena de Petrolina e Juazeiro, um mês depois de ter gravado a bateria dentro do meu quarto, ele disponibilizou o seu estúdio para fazer a gravação das guitarras e dos baixos, o estúdio dele tinha altos amplificadores valvulados, muita coisa boa, ele mixou toda a bateria, e fez um trabalho muito bom, eu gostei pra caramba, reforçou muito mais do que eu já tinha feito, foi o melhor som que já tinha feito com uma bateria BNB graças as peles novas, os bons pratos, por ter testado várias vezes a posição do microfone e logico pela minha performance!
Ai seguimos para a gravação do baixo que foi uma experiência muito boa, meu novo baixo “o precision envenenado” estava todo bem regulado e com uma captação muito boa (malagoli p-hot), usei um amplificador da meteoro de 200W ligado em linha na interface de áudio de Winston, equalizei do jeito que eu queria, então foi nada mais que tirar aquele som roncado e intenso que caiu como uma luva na sonoridade desse disco, e sem usar nenhuma palheta, todo peso desse disco eu acho que se garante ao peso desse baixo, e as linhas melódicas tocadas nele que foram muito bem executadas, eu gravei o baixo todo num take só, depois disso eu fiz algumas sessões de guitarra mas acabei não gostando muito do resultado pois não casava bem com o timbre “marshall” dos discos anteriores, mas estava muito feliz e satisfeito com a ajuda que Winston tinha me dado, ele conseguiu dar um trato fino na bateria, e deixar o baixo muito porradeiro, então para gravar as guitarras resolvi contar com a ajuda de Son Sallez da banda Cidades Aparte para me emprestar o seu amplificador que era uma belezura, não era o mesmo Marshall JCM 900 valvulado como o que eu usei no volume 1 mas era um modelo Marshall MG HDFX 100 transistor stack de 100 watts, o amp é muito bom ele tem alto falantes enormes, o processo foi bem simples, então voltando ao meu home studio gravei a guitarra no meu quarto, usei só o meu velho microfone Renius 7 da Arcano (Cópia do SM 57 da Shure) e mandei ver!, nossa esse amplificador me surpreendeu totalmente, o resultado foi muito bom e consegui chegar no timbre que eu queria usar na guitarra, dessa vez usei as duas guitarras a minha velha memphis stratocaster preta para a maioria das músicas e a tonante para algumas, foi muito louco!, depois de umas duas semanas, eu resolvi gravar os vocais, nesse dia eu estava meio chateado com umas coisas, então isso contribuiu para que os vocais desse disco saíssem mais gritados e distorcidos, não foi nenhum mistério, apenas usei o meu velho SM 58 e apenas cantei, não fiz nenhum tratamento de voz na mixagem, usei apenas um pop filter improvisado com uma meia calça da minha mãe deixei ele cruzão mesmo!
Eis que em dezembro do ano de 2020 eu comecei a fazer o processo de mixagem final, pois a captação dos instrumentos foi totalmente orgânica, por isso eu foquei bastante na boa execução das músicas para ter o melhor trabalho possível, eu não queria repetir os mesmos erros do volume 2, eu costumo dizer que foi no Vol 3 que começou as minhas paranoias de perfeccionismo pois eu passei muitas vezes mexendo e refazendo coisas, repetindo inúmeros takes e isso foi ótimo pois na mixagem foram muito poucos os ajustes, era mais ajustar volume da guitarra e do baixo, o som já estava todo pronto, pois eu queria uma sonoridade próxima do grunge mas sem sujar muito o som, foram semanas nesse ritmo sempre fazendo e refazendo coisas, até que finalmente depois de muita insistência e repetições ficou do jeito que eu gostava, e lancei satisfeito.
Terceira Parte é representado pela cor azul escuro, traz esse contexto diferente dos anteriores, é um álbum de punk hardcore com influências grunge, o resultado dessa mistura de estilos traz uma sonoridade mais densa e abafada, originalmente a capa dele era uma foto selfie que tirei dentro de um ônibus vazio, depois eu mudei a capa onde só tem o ônibus vazio, me inspirei no disco Subterranean Jungle do Ramones onde eles estão dentro de um trem e bem desanimados, esse disco contem 13 faixas com guitarras mais gordas e baixo agressivo e o som da bateria soando como marteladas nesse volume traz muitas coisas aleatórias nas letras, coisas da psicologia, eu não estava muito inspirado pra escrever, tem um som instrumental que me faz lembrar as viagens de ônibus que fazia, sempre olhando as paisagens e viajando na maionese, sem contar nos efeitos colaterais da mudança brusca da pandemia, autodúvidas, autocríticas, a música “Sem Nome” é uma autocrítica, o bordão “precisamos a internet das coisas” , traz muito à tona as doideiras da época em “Clichês” eu toco o foda-se mesmo, em tempos de pandemia a gente fica pilhado se viciando em alguma coisa, fiz cover da Overdrive com a música “Desordem”, que casou totalmente com a sonoridade do disco, a melhor versão já gravada.
O Vol 3 foi lançado no início de 2021 no mês de fevereiro, lançado nas plataformas de streaming, gerou singles como “A Parte que Me Falta”, “Ser Invisível”, “Ansiedade Máxima” e “2004” esse disco sei lá, ele marca uma transição de fase, comecei a melhorar a qualidade dos meus discos e entrar num mundo mais fechado e introspectivo, é um dos meus discos mais favoritos de ouvir, consegui gravar de forma bem simples e com qualidade, é pesado, é intenso, é melancólico, sendo um produto da quarentena
Volume 4 - Sistematizado
Fevereiro de 2022
Estavamos no ano de 2021 que foi um dos anos mais difíceis da minha vida, muitos acontecimentos negativos a pandemia em seu pior momento, sem shows, desemprego, crises de ansiedade, desânimo, falta de perspectiva, perdi o meu avô no final daquele ano que foi muito doloroso para mim, então foi um contexto bastante pesado, como ja tinha planejado a sonoridade desse álbum se refletiu em muita raiva reprimida, da sociedade, da realidade e de tudo, esse álbum eu queria fazer o mais pesado possivel retomando coisas que eu fazia quando tocava no overdrive só que dessa vez muito mais bem produzido e elaborado, a idéia era superar o disco ADR que eu gravei lá em 2012 eu realmente estava querendo fazer um disco bastante pesado, a pré produção desse disco começou em junho com um planejamento de repertório, quis fazer uma coisa mais voltada ao industrial e ao cyberpunk, as letras foram escritas ao longo do tempo, muitas eu ja tinha feito antes a música "todo dia é o mesmo dia" feita em 2020, tentei lançar como single mas a gravação ficou uma merda, então ela voltou no volume 4 o processo e produção durou 9 meses no geral, for todo um processo árduo de preparação, principalmente da bateria que foi o maior desafio pois eu não sou muito expert em tocar crossover thrash na bateria, foram 3 meses de ensaios constantes para aprender a manhas desse ritmo os primeiros ensaios foram muito dificeis eu achei que não ia conseguir ter resistencia, mas a insistência foi o maior combustível, os arranjos de guitarra e de contrabaixo não foram tão complicados, apenas fiz algumas melhorias em alguns arranjos até que ficasse legal, na parte das letras ja tinha algo escrito em 2020 e em 2021 escrevi mais algumas, então ficou 11 faixas cantadas e uma instrumental, durante o processo de composição foram feitas varias revisões nas letras até chegar no resultado final, na temática que eu queria gravar o volume 4 foi mais um aprendizado, um processo que teve seus desafios e vitórias dessa vez eu tive ajuda do meu amigo Lucas Valença no qual ja tinha feito uns videos de "self collab" e que tinha gostado muito do resultado, e ai eu quis gravar la novamente, então ele cedeu o quarto da sua casa e usei a sua bateria uma pearl export dos anos 1990, porra a melhor bateria que ja toquei, ela tem um som maravilhoso! a bateria foi, gravada do velho jeito de sempre em dois canais com dois microfones um SM 58 no direto bumbo e o um outro Renius 7 na posição transversal, usei o meu notebook com minha interface para gravar o mic transversal e valença usou o desktop dele para microfonar o bumbo sem interface mesmo, e o programa de gravação usamos o reaper, mesmo eu estando muito bem ensaiado foi dificil pra caramba teve musica que repeti cinco ou mais takes, pois tocar hardcore thrash não é moleza, gravei as mais "faceis primeiro" e deixei por ultimo as mais "dificeis" e no fim tudo deu certo gravei daquele jeito, sem metronomo e mandando ver tocando o mais forte que eu puder aliás essa bateria de Valença era muito boa cada toque era um orgasmo! depois da gravação da bateria passei um tempo sem gravar e fui fazer logo a mixagem da bateria poxa eu tive uma surpresa bastante chata! o som da caixa não saiu legal, eu fiquei puto, achei que iria fazer tudo denovo, então tive que fazer um canal separado só da caixa pra resolver o problema, peguei a caixa de valença a pearl e captei o som dela e fui adicionando manualmente em todas as musicas, nossa foi um trampo!
coisa de psicopata ter feito caixa por caixa em toda as musicas, mas o resultado ficou bacana! afinal eram apenas 2 microfones mas graças ao sampler improvisado de caixa isso deu mais vida ao som da bateria, e agora eu sempre vou prestar atenção ao som de caixa em toda gravação que tiver! o resto e nesse intervalo fui fazer a capa do disco, foram varias tentativas de arte fazia uma depois mudava outra até chegar na capa definitiva, me inspirei no exterminador do futuro tirei uma selfie da minha cara e fiz uma montagem no paint usando uns cabos passando pela minha cara, eu quis fazer uma arte bem fora do padrão, colquei um estilo de letra parecido com a nokia. quria algo que chamasse atenção mesmo, toda essa coisa de digital e máquina, eu queria passar essa coisa no volume 4 chegamos no dia da gravação do baixo, que foi bastante simples aliás eu ja sabia exatamente como eu queria o timbre do baixo, parecido com o volume 3 peguei emprestado o mesmo amp o meteorozão de renan, liguei na interface e ja era, gravei em casa de boa, como ja tinha ensaiado os arranjos antes depois que você ja cria um estilo de tocar a coisa sai naturalmente os baixos do volume 4 são muito potentes e agressivos e bem trabalhados lógico não tive que ficar me fudendo pra criar coisas, a gravação do baixo foi a mais facil de todas, e o som ficou agressivo e roncador, o meu precision estava roncando mais do que nunca, bem regulado e com cordas novas, aliás eu amo o som desse baixo, ele casa bem com tudo, gravão da porra! as gravações de guitarra ocorreram um mês depois, dessa vez eu demorei um tempinho pra gravar cada instrumento sem ter que gravar tudo de uma vez como foi nos discos anteriores, eu não canso de dizer que nos meus discos o som de guitarra é sempre dos amplificadores da marshall, o felizardo desse disco foi um clássico DSL 40 Valvestate com falante de 12 polegadas, mais uma vez aquela trabalheira pra microfonar um amplificador testei sete vezes até achar o jeito que eu gostava, microfonei com o Renius 7, usei a distorção do amp mais um pedal (Boss SD-1) pra dar uma empurrada era 40% pedal e 60% amp essa combinação resultou no timbre de guitarra mais pesado que ja tirei em todos esses anos, a guitarra foi a velha memphis preta, bem regulada e com cordinhas daddario novas, é incrivel como eu caso bem com o som do marshall os riffs ficaram muito loucos, meu som tava muito parecido como o Jão do Ratos de porão, pois a idéia era que a guitarra soasse assim, pois pra esse tipo de som pesado Jão é minha referência maior, e saiu lindo as guitarras do 4 sairam limpas, gordas e pesadas, eu não precisei nem fazer dobras, esse disco teve musica que usei tecnica de tapping, outras um pull of, e hammer on, o que eu mais usei nesse disco foi pal mute, e muitas palhetadas, foi dificil pra caramba fazer isso com precisão, foi um processo mais maduro e mais técnico do que as guitarras que eu fazia na overdrive fiquei contente com o resultado das guitarras, poir era isso que eu queria, peso, pegada e velocidade. o aprendizado desse disco foi ter que fazer tudo da melhor forma possivel, com muita calma sem fazer de todo jeito, tocar som pesado não é fácil! o instrumental estava ficando maravilhoso, e era por que não tinha nem mixado ainda tudo, e chegava o dia de fazer a gravação dos vocais depois do desafio de gravar a batera a voz foi também uma batalha porque esse disco precisava de berros mais agressivos então eu me esguelhei como um louco no mesmo pop filter caseiro usando uma meia calça da minha mãe e usei o SM 58 pra gravar, cada música era um berro, e um gole d’água, foi tana gritaria que eu tive que gravar os vocais em 3 dias pra não ter que ferrar toda minha garganta, vocais simples e diretos sem frescura, depois de ter gravado 3 álbuns pode-se dizer que eu ja padronizei totalmente o meu timbre de voz, finalmente! ter feito mais um tema instrumental foi uma carta na manga desse algum a música Ex Machina é uma influência total de rock industrial com tema de vídeo game, voltei a usar teclados nesse disco o mesmo tecladinho de celular que tinha usado no volume 1, dessa vez com arranjos improvisados que casaram muito bem em sua proposta, um slap de baixo matador! foi uma das musicas que eu mais curti nesse disco! chegando o dia da mixagem depois de ter feito toda aquele trabalho no som da caixa da bateria, o resto dos instrumentos correu bem, acho que foi a mixagem mais facil que ja fiz comparado aos discos anteriores o som ja vinha quase todo pronto, eu só fiz ajustar volume e limpar algumas coisas, de tanto você gravar você ja cria um padrão de mixagem das suas musicas então no quarto album a gente ja fica meio calejado de tanto mexer nisso, é no disco volume 4 que eu finalmente aprendo a usar o reaper que virou mais que uma ferramenta, descobri tanta coisa que nem imaginava, desde equalizadores, plugins, ferramentas de edição, tudo que você imaginar, foi uma experiência muito enriquecedora!, ter gravado o volume 4 me faz ir para outro patamar nessa série, foi um trabalho muito mais bem elaborado, desde a capa até as músicas eu tive muita paciencia e o perfecçionismo beirou a todo momento, e finalmente saia o disco volume 4 que com certeza superou as minhas
expectativas, o disco mais pesado que eu faria depois de 10 anos
Lançado no comecinho de 2022 no dia 4 de fevereiro em todas as plataformas digitais, Sistematizado foi feito com bastante raiva e intensidade, ele tem uma coisa meio cyberpunk, apresenta influências do crossover thrash, d-beat e crust com pequenas doses de metal e rock industrial batidas rapidas, riffs pesados e muito barulho, as letras falam sobre o confronto homem versus maquina transformações tecnologicas e comportamentais sofridas pela sociedade, criticas as novas formas de dominação capitalista, efeitos causados pela pandemia dos anos 2020, dilemas pós-modernos e saúde mental, lembro que quando foi lançado peguei muita gente de surpresa com uma trilha sonora de fim de mundo, gerou os singles “Apps”, “Humanos 4.0”, “Abismo” , “Todo Dia É O Mesmo dia” e “Virtual Intimidade”.
Sistematizado é um grito de raiva em meio ao caos é nervoso, é rápido, é brutal e cyberpunk gosto muito de ouvir bem alto em casa!
Volume 5 - Humorstique
Março de 2023
Pós pandemia é o que poderia chamar, sequelas, mazelas, restos de destruição e baguncinhas espalhadas esse foi o período de 2022 para 2023 que marcou um período de transição não só de governo mas de humor também, eu estava mais aliviado depois de ter gravado dois discos bem loucos eu decidi fazer um outro álbum mais “alegrezinho”, sempre fui apaixonado por punk rock clássico, aquele la dos Ramones, do Sex Pistols que é a base de tudo, aquela pegada da bateria e aquela energia me deixam malucão, como pessoa inquieta já estava com ideias bem afloradas sobre esse novo material, afinal queria dar continuidade a série em seu quinto capítulo, e a sonoridade escolhida foi essa, o mais puro punk rock de raiz, com pitadas de energia e sagacidade todo esse contexto me baseou para o que chamamos de humor hoje em dia, e até onde podemos chegar com isso, já dizia os grande, humor inteligente é a mais poderosa arma de protesto que derruba até tiranias com suas gargalhadas, cháplin fazia isso com maestria em tempos modernos, mas eu não queria e nem estava nessas coca colas todas de querer fazer uma “grande obra prima” só fui de acordo com o que eu estava sentindo, as eleições de 2022 foi um marco importante nisso tudo fiquei dias ansioso por conta desse processo e doido pra debochar da cara dos fascistas caso eles perdessem as eleições mesmo ganhando ou perdendo eu ia tirar muita onda e foi dito e feito o Bolsonaro caiu fora e o lula voltou, sim votei nele mesmo, não tive escolha era o remédio amargo pra poder “amenizar” essa doença reacionária que assolou desde o golpe de 2016 e sinceramente o volume 5 mergulhou forte nessa pegada é o álbum mais direto em sonoridade e mais incisivo nas letras o que realmente é a proposta do punk na sua origem, eu quis usar o humor e o deboche como forma de protesto, meter o dedo na ferida dos direitistas, do roqueiro conservador, dessa coisa capitalista tóxica chamada de “coach” que pegou muito bem nessa palhaçada de red pill e de empreendedorismo, é um disco muito mais alegre que os outros não tem mais aquele chororô do volume 3 e nem aquela raiva do volume 4, foi o álbum mais fácil de compor musicalmente porque eu não queria fazer algo muito complexo, como um bom fã do Ramones tudo soou bem espontâneo, primeiro eu quis focar no instrumental, durante os meses de agosto a setembro eu já estava com os sons todos prontos na cabeça, sempre gravando demos e ouvindo bastante, dessa vez tive ajuda integral de Winston que me emprestou o seu estúdio para poder gravar a bateria, e sim! E sim! Agora foram 8 microfones, nossa! Tudo captado e processado por uma mesa Behringer XR18, já foi uma puta evolução no processo de gravação a bateria era uma Prime série America, que tinha um ótimo som, as peles estavam meio velhas mas isso nem importou tanto pelo menos não tinha sobras de harmônico, o som caixa era pouco mais médio-grave pois era de madeira e tinha 8 afinações, ainda consegui por um microfone na esteira que fez toda diferença, então não precisei nem fazer muita coisa na mixagem, adicionei um gate para tirar vazamentos e limpar um pouco, dei uma pequena equalizada pra evidenciar os médios e o som já estava pronto, que milagre não me matar na edição! As músicas eram de boa não tinham muitas viradas, era mais ritmos constantes a dificuldade maior foi a minha ansiedade no dia de gravar e tocar aquele chimbal dobrado estilo Ramones, além de ter usado uma baqueta 2B que era bem pesada, um velho costume de sentar a porrada quando se gravava com um ou dois microfones, nossa Foi uma prova de resistência eu me acabei muito, quase tenho uma tendinite, mas a performance foi ótima, não precisei fazer muitos takes, gravava umas músicas depois parava um pouquinho e depois voltava para as próximas , sem pressa e sem agonia, foi a melhor captação que fiz de bateria até o momento, sem precisar usar trigger como no vol 4, mais uma vez obrigado Winston por ter me aguentado!, depois de ter gravado a bateria descansei uns 5 dias e fui gravar a guitarra, gravei tudo em casa mesmo, como de costume, na mesma interface e mesmo computador, usei a Memphis mesmo pq ela é muito boa pra gravar e tocar ao vivo, dessa vez não foi usado amp nenhum, eu usei foi no plug-in mesmo, usei um software chamado “SimulAnalog” la tinha uma simulação de um Marshall JCM 900 o mesmo que usei no vol 1, usei um set virtual de pedais e mandei brasa, não tive estresse com microfonação, foi muito fácil e prático, nesse disco as guitarras estavam bem mais simples porém a mão direita tinha que ser feroz e ardente com palhetadas violentas apenas para baixo, senão nem dava o tempero enérgico do punk rock, e foi mole demais, eu amo tocar esse tipo de guitarra, o baixo também foi feito da mesma forma, sem amps e só plug-ins, usei uma simulação de Ampeg SVT pra deixar meu precision bem louco, e não tem como eu sempre gosto de “avacalhar” no baixo criando umas linhas meio doidas, e o resultado foi isso, um instrumental redondo e cheio de energia, esperei terminar o ano de 2022 e em janeiro de 2023 fui gravar os vocais, quase do mesmo jeito, usando microfone dinâmico e muito berro, mas dessa vez fui lá pra Winston de novo pra não poder ficar paranoico com vizinhos, o mais louco é que as letras foram criadas uma semana antes da gravação do vocal e algumas no mesmo dia da gravação, estávamos vivendo o 8 de janeiro onde teve toda aquela onda dos bolsomínions quebrando tudo em Brasília, muitas coisas acontecendo, foi muito pano pra manga pra escrever as letras, foi fazendo um verso aqui e ali e no final consegui com sucesso gravar os vocais e ao mesmo tempo modificando as letras para se encaixar no ritmo, dessa vez não fiquei rouco, não teve tanto berro como no álbum anterior, minha voz já estava padronizada, vol 5 foi o primeiro álbum que dei abertura para participações, chamei meu brother Lucas Valença que fez um puta solo na música “Random Walks” que deu aquela pegada rock’n roll que eu queria, depois na faixa “Best Rockers” chamei Murilo que fez um puta solo bem estilo crossover que eu gostei muito, caiu bem na proposta que queria de debochar os metaleiros de direita, nas outras faixas chamei o mestre Dai Pinheiro pra dividir os vocais comigo na música “Patriotários” Dai é um ícone da cena local no qual me senti bastante honrado com a presença dele, e finalmente chamei meu brother Lucas da Fratüra pra gente fazer um dueto na música “Antifa” que ficou maravilhosa!
A capa do disco foi inspirada no álbum Road To Ruin do Ramones de 1978 no qual eu mesmo que fiz a arte todo no visual punk e com um sorrisão louco!
O volume 5 é um disco bem mais tranquilo, tem bastante energia, eu quis trazer essa sonoridade do Ramones pra dentro do meu universo, com um toque mais visceral, ele tem seus momentos de humor, de ironia, fala de rolê e de amizades porque, amigos nós temos, gatunos não sabemos, uma frase que eu me inspirei em um episódio do chapolin colorado! escolhi a cor branca porque pra mim simbolizava uma outra página pra escrever ou desenhar nesses então 5 anos de carreira solo
Humorstique significa Humorístico em francês, é divertido e louco
Toca o dedo na ferida dos fascistas, dos roqueiros da pesada
Tem zoeira com coach, Faz reflexões sobre a vida
É um album de punk rock!
Volume 6: Sociedade do Cansaço + Ao Vivo Petrolina Rock
1° de setembro 2024
Chegando o ano de 2024 eu já me sentia bem mais calejado em relação a gravações e produções musicais, lógico sempre aprendendo alguma coisa
esse disco só foi possível de gravar Graças à parceria que fiz com Ryan, onde eu ajudava nas produções dele com outras bandas e gravando ensaios, sendo o primeiro disco a ser feito fora do meu home estudio e ele me fornecia todo seu portfólio de equipamentos seja para ensaiar ou gravar, sendo assim resolvi aproveitar esse momento para produzir mais um material, não queria algo grande, então pensei num formato EP, eu já tinha escrito algumas músicas em 2023 então resolvi tirar do papel as ideias e meter brasa, essa foi uma das melhores gravações em relação a equipamentos e de planejamento, pois tinha todo aparato necessário, sem gambiarras e todas aquelas doideras que foram feitas nos álbuns anteriores, dessa vez eu usei era um estudio bem equipado com monitores, muitos microfones, isolamento acústico e uma tascam de 16 canais, onde eu microfonei a bateria completa, usei a mesma caixa da pearl que toquei no volume 4 só que deixei a afinação mais alta um médio-agudo dando o punch que eu tanto buscava, e tirei as músicas tranquilamente, geralmente toda gravação de bateria eu ficava tenso, mas essa foi bem tranquila, o único ponto que não gostei é que no bumbo não tinha furação para o microfone, então tive que aumentar mais o volume do microfone e bater forte no pedal, fora isso álbum também teve uma melhor captação de bateria já as guitarras e os baixos eu gravei tudo la, aproveitei que la tinha bons amps de guitarra e baixo e fiz a captação toda orgânica, sem plugin para guitarra usei um Warm Music das antigas que era pré valvulado no canal limpo e o velho pedal brutal distortion, eu sempre tive o timbre na cabeça então não foi muito complicado achar tive duas tentativas de microfonação e usei quase na borda do auto falante, com o baixo usei um cabeçote da meteoro um ultrabass, com um gabinete com falantes de 15, a ideia era usar a saída de linha, mas usei um shure beta 52 de bumbo para captação do baixo e ficou uma Somzeira, o cabeçote tinha opção de drive bacana, então meu baixo precision mesmo com as cordas mais velhas, roncou como nunca!, a gravação dos vocais também foi no estúdio, e não teve muita novidade, usei o velho SM 58, um pop filter, e mandei berros, meu problema gravando vocais é que eu ainda forço muito, por sorte eram poucas músicas não me esguelei tanto, nesse álbum teve um lance eu tinha chamado Lameque ex vocal do Overdrive para participar da música aquecimento global, foi até bacana a experiência de ouvir ele cantar e viajar no tempo lembrando da banda, a mixagem desse álbum foi um pouco chata no lance da bateria pois como o bumbo não tinha o buraco na pele o microfone pegou muito vazamento e tive que empurrar gate adoidado, fora isso não tive tantos problemas, tive uma boa performance nesse álbum toquei com mais pegada então não precisei mexer em tanta coisa, a captação da bateria ficou bacana, com a afinação da caixa mais aguda, finalmente eu conseguia tirar um som de bateria um pouco mais ao meu gosto, sem precisar samplear nenhuma peça, e ficou uma pancadaria só! mas é isso toda gravação tem alguma coisinha se tratando de captação orgânica, as guitarras e baixos ficaram ótimos, o som tava todo na minha mão, graças aos ensaios dentro do quarto riffs limpos e precisos, em relação a equalizações não precisei fazer quase nada, o meu timbre já estava padronizado!, tive um pouco de trabalho nos vocais pois tive que usar compressor em algumas dinâmicas, deixei mais uniforme em relação aos anteriores, e claro eu nunca deixo meus vocais altos, o resto foi a mesma coisa usei o Reaper, mas a diferença de captação é muito mais nítida afinal usar uma interface de boa qualidade como uma Tascam faz toda diferença, fiz a máster pensando em prensar num vinil quem sabe um compacto de 7 polegadas!, após o processo de mixagem fiz uma capa mais minimalista, e fiz a campanha de divulgação, nos primeiros meses de divulgação tudo ok, em 24 de março lancei o EP junto com o ao vivo do festival Petrolina Rock em CD duplo, algum tempo depois descobri que Lameque estava passando pano para direita, então isso me deixou muito chateado e para não queimar meu filme eu acabei retirando o EP das plataformas de streaming, e resolvi relança-lo, aproveitei para dar uns pequenos ajustes na mixagem nas outras faixas e remover os vocais de Lameque em aquecimento global, deixando somente os meus vocais e ficou muito melhor assim, sendo assim a versão que tem Lameque nos vocais só existe em CD e por sorte vendi só apenas 2 cópias, o EP foi relançado em 1° de setembro nos streamings e em formato físico junto com o ao vivo, em relação a produção eu queria fazer algo mais rápido mais hardcore e mais crossover, com as músicas sociedade do cansaço que tem uma puta linha de baixo, delírios e atrocidades é uma pedrada!, pra mostrar que também faço som pesado e esse som do Overdrive, que apesar dos pesares foi a melhor versão que já fiz pois a minha missão é deixar o legado da banda vivo e com coerência, também ressuscitei uma música la da Commando Crusher que eu gostava muito que é da Igreja Universal, onde finalmente recebeu o tratamento que ela merecia, resultando em canções mais rápidas e pesadas, representado pela cor vermelha reforça contextos de crítica e contestação abordando temas centrais como capitalismo tardio e precarização do trabalho, exploração da fé religiosa e guerras imperialistas, finalizando com mais uma Assim como os anteriores todo o processo foi feito por mim mesmo, desde a composição, gravação de todos os instrumentos, mixagem e masterização até a arte final da capa!
O Volume 6 é um disco rápido e nervoso!
Resolvi fazer um disco ao vivo por que queria para mostrar as pessoas como é uma apresentação minha, participei do festival Petrolina rock em setembro de 2023, foi um show bacana, foram 19 musicas no repertório do volume 1 até o vol 5, eu fui a primeira banda a tocar e o publico ainda estava meio tímido, afinal aqui na cidade punk não é muito forte, mas o show não podia parar e eu não ia desanimar, eu dei o meu recado, falei algumas doideiras, até cantei a música "Clichês" com a boca toda cheia de bolacha, eu estava empolgado, o som tava muito bom, o timbre da guitarra tava muito bonito, e dos outros instrumentos também, aproveitei que a estrutura do evento era boa, palco grande som bacana, pra poder registrar esse momento, foi todo no modo do it yourself, eu mesmo fui o técnico de som desse show, o cara da mesa só me ajudou nos retornos e tinha até um telão onde dava pra botar imagens em slides, a formação era JP na bateria e Brayan no baixo, a gente estava em boa forma pois ja tínhamos feito alguns shows aqui na cidade e um em Araripina então foi pancada!, aproveitei que iam gravar tudo, com uma mesa de som digital, e ai levei meu notebook mixei la na hora, que eu ja tava acostumado com a sonoridade dos albuns de studio então ja meio que padronizei a mixagem, e fiz as filmagens apenas com dois celulares, chamei dois amigos meus para ajudarem nas filmagens e em algumas fotografias também, me deu muito trabalho depois para editar os videos por meu PC não ter placa de video bacana, foi um mes inteiro fazendo e refazendo mas no fim o bem venceu, esse foi o resultado final!, além de ser lançado junto com o EP do vol 6 em CD o álbum foi lançado separadamente em DVD, também esta disponível no meu canal youtube e nos streamings de musica, ai é isso ja que eu faço poucos shows ta ai uma pequena amostra de como é a bagaceira!
Esse ao vivo é uma pedrada!




Caio Cobaia

hardcore punk

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